Sobre as mãos um anel sobre o anel o nada da lembrança sobre a lembrança o espaço no meio fio
Espaço e solidão
Chafurdando a terceira gaveta procurando um par de mãos redescobrindo o calor de uma companhia reconhecendo o som de mais uma voz tateio no escuro as lembranças que joguei fora
Não há arrependimento nem perdão
Sobre as mãos um anel sobre o anel não há informações
Vestígios de uma voz esganiçada ecoando na cabeça
A mão e a carícia
Não há mãos pra me apanhar do salto no abismo.
Um comentário:
Não importa se foi intensa,
curta ou prolongada
No fim, o que nos sobra são lembranças, doloridas ou não concentradas em pequenos detalhes...
Perfeito Sam. suspeito sempre!
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