quarta-feira, 28 de março de 2012

Sobre as mãos

Sobre as mãos um anel sobre o anel o nada da lembrança sobre a lembrança o espaço no meio fio

Espaço e solidão

Chafurdando a terceira gaveta procurando um par de mãos redescobrindo o calor de uma companhia reconhecendo o som de mais uma voz tateio no escuro as lembranças que joguei fora

Não há arrependimento nem perdão

Sobre as mãos um anel sobre o anel não há informações

Vestígios de uma voz esganiçada ecoando na cabeça

A mão e a carícia

Não há mãos pra me apanhar do salto no abismo.

Um comentário:

Renato Rodrigues disse...

Não importa se foi intensa,
curta ou prolongada
No fim, o que nos sobra são lembranças, doloridas ou não concentradas em pequenos detalhes...
Perfeito Sam. suspeito sempre!