
A beleza da vida frivolamente desajustada dos padrões do salto alto,do vestido rasgado,do vento insone....Aonde andaria os santos quando a morte apareceu.?..Aonde andariam os anjos quando tudo escureceu?
Ontem o frio me invadiu e bagunçou os meus cabelos e eu chorei e ninguém ouviu...Os erros alheios me envergonham e eu não quero falar mais...Ontem eu gritei e tremi de raiva enquanto os passaros cantavam...
As sombras invadiram meus olhos e eu perdi espaço pra sonhar....Cansada de verdades inveitei mentiras pra espalhar perfume no ar....Ganhei um livro bonito que eu não posso ler mais pois os veus de ternura arrancaram suavemente meus sonhos do colchão....A internacionalização da lingua me angustia e seus passos atras dos meus me assustam e eu corro e eu morro parada em frente aos carros que não vi surgir...
Voltei a escrever porque senti saudade...
Copiei o rosto da foto e colei no cranio,que desgosto...A reticencia flamejante decora meu rosto de pratas e as moedas caem enquanto choro,enquanto chovo e a vida passa....E o dinheiro acaba e meus poulmões acabam e eu jurei não acentuar a vida e não consigo..E eu sempre,sempre gostei da chuva e a enchente arrastando os bichos e coitados dos bichos e o povo querendo salvar as coisas e a vida e a vida?
Quem se importa se toca,quem se importa se vive....
Ontem abri um mundo no meu quintal,derrubei os muros e deixei os ratos entrarem...Eles riam e dançavam na chuva insensatamente vestidos de branco....Quando cheguei aqui eles já não estavam....Luzindo na noite os olhos do homem de chapeu rangiam....Ah como seria bom....A vida em outras cores,a vida em outros sonhos...
Espaço em branco interminavel e tantas letras pra encaixar nas palavras...E o silencio e a dor e o rosto contraido no esgar da loucura...Ah os loucos!!! Sentimentais romantizados pela morfina....As flores arrancadas na poesia do sorriso...Gastei meu tempo e minha mágoa e você gastando tempo com palavras idiotas...
Arrancaria dopeito tal sentimento se não fosse mais comodo odiar...
O olhar perdido no escuro...O homem sem sombra gastando saliva com os peixes...E a moça caida na grama seca queimando...Imagens da insatisfação....
Na dança tresloucada daqueles que não ousam mais acordar e a morte e a sorte a vaidade daqueles que possuem seus proprios corpos...Seus proprios copos de veneno largados na canção infantil em cima do piano feito pingente de sonho e lagrima....
Os veus da sorte iluminando meus olhos...Os veus da morte cegando seus olhos...Escuridão e pranto...
Amei demais a vida e a poesia pra esquecê-la nos pontos de onibus...
Mas esqueci...
Adormeci...
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