segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


As correntes de fumaça me engasgam os olhos...

Baixo os olhos e me compadeço das formigas que esmago com a ponta dos pés...

Os palhaços de Butoh se encantam com a agonia

enquanto eu me compadeço dos martires e já me esqueci como se escreve dor...

Por muito tempo bebi sua chuva,essa chuva

suco de uva,

embriaguez de vivo morto,

não sei mais escrever os nomes daquilo que almejo...

Estendo as mãos e sussurro meu nome aos demonios que me enfeitiçam o sono....

E as cores cantam aos meus olhos e ao meio dia enganei a solidão

com um pouco de sorvete

encontrei as respostas de todas as perguntas nas costas viradas e no ódio e no ódio e no ódio



As correntes de fumaça me engasgam os olhos

e a vida vira milagre de solidões


Os cacos de vidro cortando meus cabelos sangram de tinta

enquanto me esqueço a proxima frase da musica

e reclamo da amaricanização da nossa lingua

que beijo e beijo e reclamo e a sede e a boca

e tudo termina no0 filme acabando

eu não sou Harry Potter

eu não sou Chico Buarque

e eu não sei mais por que...



As correntes de fumaça rasgando meus olhos violentamente

violeta mente

violetinhas

violentas violetas na madrugada

cantando esperando a solidão chegar...



Encontrei um duende na minha janela ele trazia maldiçoes coloridas

um sonho pra descansar os olhos

um morto pra sem seus miolos

acorrentados na fumaça cegos mudos e loucos...


Na arte não há morte

na poesia há insania

no seu beijo uma angustia

na tua voz desespero...

Não há paz para aqueles que não servem jesus...


Um comentário:

Fabricio Ferraz disse...

Lindoooooooooo d+++ Parabens garotinha agora v se ñ para mais de escrever.
Beijos
Ps: Começe a assinar seus textos e poesias.