...o abraço no abismo, o beijo da morte,falta de sorte...
mantenho-me afastada de seus olhos
tenho vergonha
as cicatrizes sobem meu corpo feito raízes e eu grito
grito e você não ouve
alucinado em confusões étereas de inovações futuras...
Onde você anda que não te vejo?
Onde você passa que deixa esse cheiro doce de morte...
Ando alucinada e embriagada de medos e desejos
e você no fim do mundo
preso entre gaiolas de pássaros e árvores secas...
O grito interminável na doçura daquele beijo
estranheza e desejo
incansável mágoa,infinita saudade das vidas passadas das quais não lembro...
Tinha as mãos de um profeta na amigável descoberta
o amor é algo raro
antes do inferno há um abismo
abracei-o com cuidado
os espinhos são facas que teimam em destruir seu corpo
sua pele sua face
da solidão sempre resta a cicatriz...
Cansei-me de desejos infindos
de amores bandidos,de ilusão garantida
embriagada de sono...
Uma melodia infinta impulsionando ao abismo
"beije meus lábios,me abadone,me confunda,me detrua"...
Oh seja como a morte
a única que habita peito cansado
a única que fica
a única que me resta!...
Sofrimento de respirar....
Sofrimento de inutilmente lutar numa existência maldita fada
fadada fadada fadada
ao vazio abraço infinto da embriaguez...
Rasgo meu corpo em tiras
enquanto bebo meu próprio sangue para diminuir a sede de paz
enquanto engulo minha carne com fúria
enquanto sei que sua ausência existirá eternamente...
Um anjo vestido em festa devolve rancores aos que dá amores...
Sou a única que restará acima e abaixo de toda dor...
Angustiada anseio seu abraço
dilacerada anseio um abrigo...
Tremo ás sombras que confundem meus olhos e desaparecem com o sol
temo as sombras que fazem companhia
temo seus olhos que não encontro nessa noite escura
essa noite escura
esses seus meus nossos medos onde tremo de dor e fúria por sua ausência
afinal ninguém existe...
Nada existe além da faca q corta os lábios de quem falou demais
Nada existe além do som gritantemente cortante do grito desatino
desalento infinito vazio
de amor ás pedras,ódio ás regras...
Embriaguemo-nos de amizades e hortaliças
cansei-me de mágoas...
Fartemo-nos de palavras vãs infindas pelas metades pelo prazer de ouvir
invoquemos os santos incrédulos para abençoar nossa vasta liberdade...
Saudemos os Deuses na infinita bondade à nossa infinita fraqueza
Amém...
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