quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Guardei o rancor onde ninguém pode achar
Pedaços de amor que não posso mais dar invadem meus olhos e recriminam meu egoísmo
Mandei embora as convenções e quero aprender a voar
Enquanto o céu se esconde sob as nuvens eu prendo meus olhos naquilo que me decepciona
Enquanto eu respiro
Enquanto tento engolir as palavras que enfiaram nos meus ouvidos
Enquanto tento esquecer todo sofrimento e desilusão
Calço as luvas, ajeito a máscara.
Nasço outra vez, num tempo sem nome
Num corpo sem dono
Coração sem aspirações...
Guardei o rancor no meu sorriso
Anseio mais que a morte ou a liberdade
Anseio a paz e o silêncio...

Recolha-se a sua insignificância.

2 comentários:

Lincio disse...

Ansiamos a paz e o silêncio...
muito bom o texto!

Löяy Davis disse...

Peace!