
E quando se pensa que a agonia acaba chega a euforia de cabelos molhados e unhas pontiagudas...
E se fosse bailarina ?
E se fosse columbina?
Olho no espelho e recuso ver...
O grito entalado
enlatado nos olhos opacos de quem só quer ouvir...
A dor das letras apagadas e os acentos sumidos nos sons estrangulados entre os dentes...
Quando o fim chegar quero estar pronta
Perder a lucidez como sempre busquei
Na luta interna de saber quem sou...
Na luta eterna de entender a lua de queijo nos jardins da europa tropical
coração congelado num sol fumegante de emoções...
Poesia concreta
discreta sobre os olhos
Maquiagem profunda subcutânea
Tatuagem desalmada...
Flor de papel preso no vento
Desalento agudo preso na orelha...
Feminina?
Onde?
A alma emburrecida destrói as palavras e as emoções....
Enquanto recolho meus cacos de voz
Busco os olhos da noite interna
Me entrego e me desprendo dos seus dedos
Só busco vozes e desejos...
E quando pensa que a agonia acaba chega a agonia vestida de festa e com olhos azuis...
Mas não eram negros?
Mas não eram segredos?
A literatura enfadonha não me faz cantar...
E quem é você pra dizer o quanto me entrego
quando são só eu e a noite escura e a voz....
A voz...
A voz que estremece as fibras do corpo e destrói toda e qualquer ilusão
Me despedaço em suas mãos...
A qualidade dos sonhos não significa nada!!!
Ela chega e fumando seu cigarro senta em seu colo e destrói as tranças do cobertor...
A dor e a dor e a dor que envolve e encobre seus gestos...
Não é mais uma festa,
Não há doces nem ilusões...
Há mais dores além da amargura?
Um comentário:
poha! Que poema lindu samy! *-*
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