Eles pregam os dentes na ressaca moral
Eles guardam injustiças em presentes
Eles não sabem o que fazem...
Eles não sabem o que dizem
Se orgulham de protótipos de personalidades
Sorriem ao ver merda espalhada pelo rosto
Pelos restos de decência agarrada nos dentes...
A letras rabiscada ofensiva na testa do burro
O bicho rasgando o estômago em xis
A desgraceira podre espalhada nas flores bonitas
no sorriso aparafusado no rosto esmagado entre os trilhos
das mãos impiedosas
dos infelizes...
Curioso notar a presença do inseto no final do corredor
"mato porque odeio"
bato porque anseio
mato porque passeio
nos parques imundos de infância e juventude corrompida...
Ontem foi um sonho
Ontem foi embriaguez
Ontem foi ansiedade
Hoje é fome e solidão
num mar de sorrateiras emoções
contidas
escondidas nos cachos de cabelo presos entre as bananas...Não é amor
nem é paixão
é perdão entre os espaços
de tempos cruzados nas linhas do destino
das mãos espalmadas dos santos
de mármore gélido
enrijecido
enegrecido
envelhecido
no mundo cor de rosa pintado à esmalte
e esperma...
Corpos batendo entre si na confusão dos sonhos
da real grandez de ser o que se é...
Mediocridade intensa na parede quebrada
na cabeça quebrada
no grito escondido no sangue que escorre pelas frestas da pele...
Eles são humildes na ingratidão,
na ilusão de sociedade
de siglas politicáveis
clubes insignificantes de exclusão hitleriana
arianos podres de ilusão e ignorância...
Aplausos à insanidade
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