
O telefone que me desperta
despertador espontaneo
que me traz um sorriso e uma declaração
me traz um abrigo e uma condição
me traz um abraço e uma oração...
Antes era o silencio e o sono
Antes era o nada e o muro
Antes era conjunções de sonhos desnudos...
Hoje o anjo ronda os desavisados
Hoje o anjo ronda os desajustados...
Arranquei do rosto o sorriso e guardei em vidro de perfume...
Ele fugiu em borboletas pelo ar
e meu rosto vazio se confundia com as paredes e os passaros
E a solidão sorria como as borboletas...
Maldita solidão!
Roubou meu sorriso e as borboletas...
Reuno meus destroços espalhados no chão e agradeço a chuva
que destroi meu corpo e as pontes...
As pessoas felizes arrastando seus corpos em direção ao abismo...
Fumando cigarros e comendo lama
enquanto o mundo desaba em agua e sujeira sobre nossas cabeças...
O telefone toca e o sono some...
E o silencio...
E o silencio?
Fugiu no telefone...
Um comentário:
Esse dava p gente fazer no proximo chá poético (Lindo d++)
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