
Seria como pegar um milhão de folhas de livros de poesia e com um monte de cimento,concreto ou qualquer outro tipo agressivo de cola colassemos em todas as paredes (mentes ) do mundo!!!!
Seria como juntar todo o grupo de seletos cidadãos pseudo qualquer coisa cultural e trancasse em um pequeno lugar onde o unico alimento seria o alcool e a ilusão de que os palhaços não vão te perseguir a noite inteira com seus sorrisos parafusados era mais ou menos assim....
Enquanto meus olhos eram invadidos por milhões de borbulhantes lagrimas;eu não via que o lugar está completamente repleto de loucos ...Pessoas de mascaras e voando sobre nossas cabeças...Gritando e dançando coisas incompreensiveis...Havia um louco maior com a cara pintada empunhando um microfone que comandava aquela baburdia....Ele dizia as coisas que os outros repetiam ou diziam juntos e eu ali chorava apavorada com tanta erudição ou qualquer nome que se dê a união de loucura e beleza....Arte?
Talvez....
Seria como se pegasse um milhão de vozes e grudasse no seu corpo dizendo trocadilhos e coisas bizarras...
Seria como se todos a quem amo se apagassem das minhas retinas e só visse a cor das lagrimas que colorissem o mundo e opalco com as luzes apagadas....Tudo era cor de flor e perfume de vento...Fumaça multicor delirante naponta do cigarro...Murro contra o ar que envolveriam os respirantes do mundo subcutaneo daquele sonho....
De repente todo o mundo se iluminou e a voz do alem respondia as perguntas inaudiveis dos incontrolados que se debatiam no chão como eletrocutados...E tudo aquilo cheirava a realidade mas o alcool e a sobriedade me fugiam e nada havia ali alem das lagrimas que levavam a tinta dos meus olhos e a sanidade....E meus olhos desbotados enganavam aos incautos que sorriam e ofereciam bebida...E a voz entorpecente rangia dentro dos ossos e nada ali existia de fato e o sonho e o torpor e a embriaguez reluziam em seus olhos e sua cara pintada assustava os passantes...Seria como se todos a quem amo se apagassem das minhas retinas e só visse a cor das lagrimas que colorissem o mundo e opalco com as luzes apagadas....Tudo era cor de flor e perfume de vento...Fumaça multicor delirante naponta do cigarro...Murro contra o ar que envolveriam os respirantes do mundo subcutaneo daquele sonho....
Rasguei a carne dos pulsos lutando contra as paredes que me prendiam....
O palhaço sorria e eu tentando dormir cuspia em sua face....
A poesia o encantou como o alimento ao faminto...E o corrompeu e o iludiu....
E agora?
A poesia o enganou...Ele não vive mais nesse mundo...Ele não mais vive entre nós...
Ele se foi...Embriagado em poesias ilusorias abandonou seu corpo e voa com os passaros inutilmente em busca de alimentos alucinogenos...
Seria isso a concretização dos sonhos....Presos como bichos,enclausurados feito animais....Todos em busca da poesia que só nos machuca....Que não existe....
A quem não abandono...
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