quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Devanuvens

Uma nuvem no céu que dissipada cai em lagrimas sobre nossas cabeças...
Nutri um sonho...
Perdi meu tempo alimentando fantasmas de sentimentos que nunca existiram...
Meu corpo oco sem esperança guarda seus ossos para os cães da noite absurda que virá...
Descobri que se eu tiver unha encravada problema mental aids sífilis diarréia cefaléia cólica renal cárie prisão de ventre urticária lepra anemia caspa micose mau hálito piolho pulga cancer tumor no cérebro bulimia esquizofrenia psicose no calcanhar arranhão na córnea invenção de moda hipocondria aritmia vendaval no coração coceira debaixo das unhas ou qualquer mal que me incomode o instante do pensar é só me ajoelhar debaixo dos pés da maravilhosa bicicleta azul
simbolo da magnitude do ser que perambula nas nuvens
que dasarruma as nuvens
que desajusta as luvas....
Ele fere os que não o ama
E eu não me importo...E eu nem noto...
E eu nem posso...
E as nuvens seguindo os pássaros no céu e eu com medo de tudo desabar nas dobras das páginas dos livros jogados no lixo da escuridão do latão...
E eu nada fiz e eu nada faço...
Boto gosto em tudo e renego a paisagem dos loucos voando feito plumas nas valas da imaginação....
Eu não creio em nada além da arte...
Eu não ouso nada além da arte...
Eu não quero nada além de sorte...
Eu não temo a morte...
Ignoro os grandes olhos do Inquisidor maluco com suas invencionices e guerras...
Guardei meus olhos no maço de cigarro e não vejo mais injustiças
Lancei meus olhos pro alto e deixei pregados nas nuvens....
Fui embora....
Cansei dessa vida...

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