sábado, 24 de agosto de 2013



Na loucura de te ter me perco, me desiludo construindo frases de fumaça e falta de ar... Encontro pelas ruas antigos rostos jogados no lixo, antigas pragas oferecidas, antigas maldições descartadas.
- Eles procuram super existir na super pequenez de seus joelhos falhos...
- As lembranças não quebram o presente mas afastam o futuro...
- Diria que não há nada mais azul que o azul do céu, do seu céu da boca escancarada em gozo e perplexidade...
- Segure firme os nós dos dedos, eles podem se soltar...Porque eu seguro no ar o grito, eu me seguro na fuga, na super pequena existência imaginária de quem pensa sonhar...
- Lembra do soturnas? Lembra? Lembra? Lembra das páginas escorridas em exagero? Lembra das cartas que jamais cantei, das canções que jamais enviarei?...
O vento joga o vermelho para o ar... No coração o lugar preenchido em ausência e solidão.
- Não, não culpo ninguém. Culpo uma existência, uma realidade que espanca quem não se deixa levar....
O sol machuca feito luz de madrugada e as crianças brincam em paz... Ninguém entende a moça da praça, descabelada, enlouquecida, rabiscando mundos em cadernos vermelhos velhos, conversando sozinha, mastigando caneta.... As folhas came mas as árvores não notam, será que se importam?
- Feito árvore plantada em banco de praça perco os cabelos e a sanidade. Pra quê levar pro túmulo? Quero reciprocidade. Respostas e contato imediato de grito e musicalidade... Envolve o pensamento nas mãos.Acarinha a ideia e afasta de leve a solidão.
- Acreditar não basta. Desistir também. Existir também.
Insaciável constrói corpos e mãos que não existem, na certeza da presença invisível de brisas inconsistentes. Inconsciente almeja retratos antigos e realidades antiquadas. Se guardando em frascos de perfumes de juventudes inabaláveis, se abandona devagar. Deixa ir na correnteza, abre os braços espera que o vento leve, espera que o vento eleve o mal estar...
- Deixa que caiam, não prenda, deixa voar... O vento seca, o vento vem e desfaz, o sorriso e a ilusão...
- Não há nada que te impeça de  ficar, então vá...

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