Rasguei a poesia em pedacinhos e lancei ao vento
Arranquei do peito o romantismo e joguei no mar
Lá no fundo bem no fundo há um monstro que come amor
Mandei o Álvares à merda e fui passear
Mandei a dor à merda e decidi me tatuar
Chega de conveniências
Chega de imposições
A sociedade não vai pagar minha terapia
portanto:
Foda-se!
Faço do mundo meu caderno
da boca meu lápis e tudo que digo e respiro é poesia
E ponto.
E ponto.
Tanta restrição
tanta condição
tanta informação...
Depois perguntam o que a juventude procura...
Qualquer pedaço de liberdade...
Qualquer pedaço de felicidade embrulhado em folha de dicionário...
Ahh...Falsário...
Pintou-se de pouco pra ser muito
Necessidade encoberta em vício
descoberta em vício...
Quero ser pássaro
árvore
ausência...
Não quero nada mais que me baste...
Nem letra nem papel
Só a saudade...
Do não visto
não escrito
não existente....
Rasgar o mundo em pedacinhos e vírus...
Queimem..Queimem...
Até não sobrar nada mais além de dor...
Um comentário:
"Faço do mundo meu caderno
da boca meu lápis e tudo que digo e respiro é poesia
E ponto."
lindo samy.
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