quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Infelicidade


Rasguei a poesia em pedacinhos e lancei ao vento
Arranquei do peito o romantismo e joguei no mar

Lá no fundo bem no fundo há um monstro que come amor

Mandei o Álvares à merda e fui passear
Mandei a dor à merda e decidi me tatuar

Chega de conveniências
Chega de imposições

A sociedade não vai pagar minha terapia
portanto:
Foda-se!

Faço do mundo meu caderno
da boca meu lápis e tudo que digo e respiro é poesia
E ponto.

E ponto.

Tanta restrição
tanta condição
tanta informação...

Depois perguntam o que a juventude procura...

Qualquer pedaço de liberdade...
Qualquer pedaço de felicidade embrulhado em folha de dicionário...

Ahh...Falsário...
Pintou-se de pouco pra ser muito
Necessidade encoberta em vício
descoberta em vício...

Quero ser pássaro
árvore
ausência...

Não quero nada mais que me baste...
Nem letra nem papel
Só a saudade...
Do não visto
não escrito
não existente....

Rasgar o mundo em pedacinhos e vírus...

Queimem..Queimem...

Até não sobrar nada mais além de dor...



Um comentário:

Lise disse...

"Faço do mundo meu caderno
da boca meu lápis e tudo que digo e respiro é poesia
E ponto."

lindo samy.